domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hoje...

Hoje quero sorrir como criança.
Sentir o coração leve,me esvaziar...
À vida muitas vezes é tão difícil de viver, queria olhar pra minha 'vida' e visualizar uma linda paisagem,por quê não?É tão bom saber que posso mudá-la com uma simples atitude!
Será que é simples, ter uma simples atitude? Não, acho que não... senão seria tudo diferente pra mim!
Se eu fosse uma pessoa objetiva...tudo pra mim seria diferente!Eu realmente sou uma pessoa complexa.
Esse é um fato!
Mas, às pessoas são complexas....se podemos complicar pra quê simplificar? Mas, de doído todos temos um pouco?
Tá bom por hoje...Amanhã eu penso!

Domingo

Inicia mais uma semana, e por isso resolvi escrever...
Escrever pra mim, porque estou precisando me entender melhor!
Será que um dia vou me enteder melhor?
Não tenho resposta pra essa pergunta...
Passam os dias e ainda me sinto tão fora do contexto da minha vida.
Sei que um dia tem que dá um clik!!
Por que senão vou achar que ainda não me encontrei...
E assim vai ser difícil saber o que vim fazer aqui.
Por quê não me perguntaram se eu queria nascer?Se existe livre arbítrio, eu teria que ser consultada?!Eu não sei ainda se queria fazer parte desta vida, me sinto uma peça de quebra cabeças que não encontrou o seu lugar na figura.
Pois é...é assim que me sinto, não sei até quando.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Carlos Drummond-Para Sempre...

Para Sempre
Carlos Drummond de Andrade
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

AMANHÃ PODE SER TARDE...

Amanhã pode ser tarde...



"Ontem?... Isso faz tempo!...
Amanhã?... Não nos cabe saber...

Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo...

Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!...

O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços...
Porque amanhã pode ser muito... Muito tarde!

Não deixe para amanhã dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!...

Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda...

Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Hei!... Venha cá, vamos conversar...
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?...
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você. Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos? Onde está a sua garra?...

Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde... Muito tarde!
Procure. Vá atrás! Insista! Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde...

HOJE, e não AMANHÃ..."

(Rafaela VSL)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Poema de Machado de Assis


Os Dois Horizontes

Dois horizontes fecham nossa vida:

Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro,—
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.

Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais;
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.

Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.

No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.

Que cismas, homem? – Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? – Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.

Dois horizontes fecham nossa vida.

Machado de Assis, in 'Crisálidas'


Carlos Pena Filho

A Solidão e sua Porta (Carlos Pena Filho)
Publicado por Regina Volpato em 29 nov 2010 | Sob: Corrente do Bem




De

Carlos Pena Filho:

A Solidão e sua Porta


Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar,
(nem o torpor do sono que se espalha).
Quando, pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida
com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.