quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença,
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão
completa, E não é a Esperança por
sentença Este laço que ao mundo nos
manieta? Mocidade, portanto,
ergue o teu grito, Sirva-te a
Crença do fanal bendito, Salve-te a
glória no futuro -- avança!
E eu, que vivo atrelado ao
desalento, Também espero o fim do
meu tormento, Na voz da Morte a me
bradar; descansa!



Augusto dos Anjos


Vamos falar de poesia Já que não é só alegria
E nem apenas agonia Não quero falar de
utopia Vamos falar da vida De o quanto
pode ser vivida De o quanto pode ser sofrida
Que é passagem só de ida Vamos falar das
flores Que entregamos a amores Que se
tornaram dores O que me importa é estar
com você independente do assunto ou até
mesmo do momento Quero contigo brigar
Quero a te, amar Quero me embriagar
Neste teu profundo olhar Vamos falar
da poesia Aquela sobre alegria E
também sobre agonia,
A poesia que tu és.



Lucas Faria

Somos inocentes em pensar, que sentimentos são
coisas passíveis de serem controlados.
Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta,
não pedem licença.
Invadem, machucam, alegram.
São imprevisíveis e sua única regra é a inconstância
total.
É irônico que justamente por isso, eles sejam tão
perfeitos.

- Caio Fernando Abreu -